Na última quinta-feira de novembro os americanos se reúnem com seus familiares e agradecem por tudo que têm, mas à meia noite milhares de pessoas correm para as lojas para comprar ainda mais. O black friday marca o início das compras de Natal e o comércio corre atrás do prejuízo com promoções espetaculares. O nome "black friday" surgiu na Filadélfia nos anos 60 e era usado para descrever o tráfego intenso de carros e pedestres nas ruas depois do Thanksgiving.
No início as lojas abriam às 6 da manhã e consumidores ávidos por ofertas invadiam o comércio. Com o passar dos anos, o comércio passou a abrir as portas ainda mais cedo e este ano o Walmart deu início ao black friday na quinta-feira às 10h da noite. Muitos consumidores chegam bem cedo na esperança de ser o primeiro a entrar na loja e aproveitar as promoções malucas. Alguns moradores da minha região acamparam na calçada do Best Buy às 5 da manhã! Nós fomos pro cinema e como já era meia noite resolvemos passar na Best Buy para ver se realmente vale a pena enfrentar a fila. Desistimos da aventura quando vimos que o estacionamento estava lotado, mas não resisti e fiz um vídeo das filas enormes. Até a polícia apareceu para garantir que todos os consumidores ávidos não saíssem no tapa!
Esperei até o dia seguinte para ir no outlets da região, o shopping estava bem cheio mas não era uma loucura. Estava em busca de um casaco decente de frio e um tênis para jogar squash e fiquei contente porque encontrei os dois por um preço bem amigo. Apesar da crise financeira este ano as compras tiveram um aumento de 7% e os consumidores americanos gastaram 11.4 bilhões de dólares num único dia!
E não é que algumas lojas brasileiras também entraram na onda do Black Friday? Recebi um e-mail do Submarino anunciando promoções sem a loucura das filas.
Feliz dia de ação de graças
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26.11.11
Quando mudei pra cá marido logo anunciou que adorava Thanksgiving. Comida gostosa, família reunida, e futebol o dia inteiro. Futebol americano não entra na minha lista de coisas bacanas sobre o Thanksgiving, mas tenho aprendido a gostar do feriado com o passar dos anos. Tenho estado meio jururu por esses dias, não sei se é a proximidade com o inverno ou a falta de planos concretos pós-formatura, mas tenho reclamado muito da vida. Pois este dia de ação de graças serviu para trazer perspectiva, pensar no que conquistei e nas coisas que sou muito grata. Lembrei que todos que amo estão bem e esbanjando saúde, que divido minhas aventuras com alguém muito querido e que estudo numa universidade que está entre as melhores do mundo!
Passamos o feriado com os sogros, meu cunhado não veio este ano e apesar de sentirmos falta dos sobrinhos, adoramos ter um fim de semana calmo. Ignorei o alarme às 6:30 de dormi até meu corpo recuperar a energia perdida com provas e trabalhos. Na quinta feira dividi meu tempo entre a preparação do jantar com o desfile da Macy's.
Ao longo dos anos tenho aprendido que o dia de ação de graças gira em torno de tradições familiares, são receitas secretas que são passadas de mãe para filha, o patriarca que tem a honra de levar o peru à mesa ou o jogo de jantar que pertencia à avó e agora é usado com orgulho pela neta. Na família do marido não poderia ser diferente, meu sogro prepara o purê de batatas todos os anos, enquanto minha sogra prepara o molho de cranberries no maior estilo, usando um moedor super antigo que fica o ano inteiro no porão e só dá as caras neste feriado. Também quero contribuir com as tradições dos Richesons, então venho tentando umas receitas diferentes e este ano fiz uma torta de manteiga de amendoim com chocolate, quem sabe nos próximos anos a sobremesa fica conhecida como "a torta da tia Ângela."
Passamos o feriado com os sogros, meu cunhado não veio este ano e apesar de sentirmos falta dos sobrinhos, adoramos ter um fim de semana calmo. Ignorei o alarme às 6:30 de dormi até meu corpo recuperar a energia perdida com provas e trabalhos. Na quinta feira dividi meu tempo entre a preparação do jantar com o desfile da Macy's.
Ao longo dos anos tenho aprendido que o dia de ação de graças gira em torno de tradições familiares, são receitas secretas que são passadas de mãe para filha, o patriarca que tem a honra de levar o peru à mesa ou o jogo de jantar que pertencia à avó e agora é usado com orgulho pela neta. Na família do marido não poderia ser diferente, meu sogro prepara o purê de batatas todos os anos, enquanto minha sogra prepara o molho de cranberries no maior estilo, usando um moedor super antigo que fica o ano inteiro no porão e só dá as caras neste feriado. Também quero contribuir com as tradições dos Richesons, então venho tentando umas receitas diferentes e este ano fiz uma torta de manteiga de amendoim com chocolate, quem sabe nos próximos anos a sobremesa fica conhecida como "a torta da tia Ângela."
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| Era comida para servir um batalhão |
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| O astro da noite! |
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| Torta de manteiga de amendoim com chocolate |
E você que está do outro lado da tela, o que tem a agradecer?
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This American Life
Stand-up paddle
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21.11.11
No Rio jogam futvolei, nas praias do Guarujá gostam de frescobol e as praias de Floripa são famosas entre os surfistas. Cada região adota um esporte que rapidamente se populariza e algumas vezes chegam à outras regiões. O stand-up paddle nasceu nas águas do Havaí, mas rapidamente chegou aos Estados Unidos contíguo. O esporte é super simples, você só precisa de uma prancha, que é mais larga e comprida que a tradicional pranca de surfe, remo e colete salva-vidas. A prancha é bem estável e não é difícil se equilibrar.
Neste último verão fiquei encutida com o SUP, queria porque queria alugar uma prancha e me aventurar pelas águas do Limekiln. Alugamos uma prancha no fim de semana do meu aniversário, ignoramos a ameaça de chuva, afinal era a última festa antes de fecharmos a casa.
O SUP permite observar a natureza através de uma perspectiva bem diferente e única, no caiaque e canoa ficamos bem próximo da água e o campo de visão é meio limitado. O campo de visão é maior e um pouco mais interessante, e dá para chegar bem perto dos animais sem incomoda-los. Também gostei do esforço físico que o esporte envolve, para manter o equilíbrio na prancha trabalhamos com uns músculos preguiçosos da perna e o movimento constante com o remo ajuda a queimar algumas calorias. Depois de sair na prancha por horas meus braços e até minha barriga doíam.
Pena que por esas bandas daqui só tenho alguns meses do ano para praticar. Acho que está na hora de mudar pro Havaí! :)
Neste último verão fiquei encutida com o SUP, queria porque queria alugar uma prancha e me aventurar pelas águas do Limekiln. Alugamos uma prancha no fim de semana do meu aniversário, ignoramos a ameaça de chuva, afinal era a última festa antes de fecharmos a casa.
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| Lago Limekiln |
O SUP permite observar a natureza através de uma perspectiva bem diferente e única, no caiaque e canoa ficamos bem próximo da água e o campo de visão é meio limitado. O campo de visão é maior e um pouco mais interessante, e dá para chegar bem perto dos animais sem incomoda-los. Também gostei do esforço físico que o esporte envolve, para manter o equilíbrio na prancha trabalhamos com uns músculos preguiçosos da perna e o movimento constante com o remo ajuda a queimar algumas calorias. Depois de sair na prancha por horas meus braços e até minha barriga doíam.
Pena que por esas bandas daqui só tenho alguns meses do ano para praticar. Acho que está na hora de mudar pro Havaí! :)
| Nem a chuva ou os 16º graus me impediram de sair na prancha |
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Nada de bandejão
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17.11.11
Não é raro para mim passar 12 horas na universidade, entre aula, trabalho, base de pesquisa e reuniões meus dias são bem corridos. Por conta dessa correria às vezes tomo café da manhã e almoço no campus, tenho um plano de $500 dólares por semestre e posso gastar com os lattes do Starbucks ou com as frutas secas do mercadinho. Geralmente tomo sopa no almoço, mas hoje tive uma surpresa pra lá de agradável: um estande de sushi com as delícias japonesas preparadas na hora e bem fresquinhas. Vez por outra compro o sushi que eles vendem nos diferentes refeitórios do campus, mas nada como fazer o pedido e acompanhar o preparo.
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UoR
Ignorando os estudos
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6.11.11
Adoro ver bandas ao vivo, ver o guitarrista concentrado, sentir a vibração da bateria e escutar os cantores e cantoras gritarem o mais alto possível. Não sou muito fã de multidões, mas enfrento o empurra empurra para ver algumas das minhas bandas preferidas.
Semana retrasada vi Flaming Lips pela terceira (?) vez. Compramos os ingressos para um show em junho, mas por motivos que ainda não descobrimos o show foi remarcado para outubro. Terça-feira, um dia antes de uma prova enorme de espanhol. Pensei em vender meu ingresso, mas fiquei com aperto no peito de perder Flaming Lips, os shows dessa banda de Oklahoma são uma super-produção com direito a balões e muita serpentina. Então deixei os livros de lado por algumas horas e aproveitei muito!
Sofri um pouco no dia seguinte, foi difícil acordar cedo, trabalhar, encarar algumas aulas e a base de pesquisa, mas bem que valeu a pena. :)
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